GABARITO – AVALIAÇÃO PARCIAL – 9º ANO – 1º TRIMESTRE

1. Júlia Mariana passa por uma gravidez difícil, com um grande mal-estar. Dentro desse contexto, percebe que o marido, além de ser exigente quanto à boa execução dos trabalhos domésticos, não demonstra mais o antigo interesse por ela, devido às transformações gestacionais, como o alargamento da cintura.

2. Um dos fatos é Júlia Mariana ter de cumprir caprichosamente suas atividades domésticas para que o marido não brigue com ela. Outro é ela ter de sair da cadeira de balanço no estado em que se encontra para que ele a ocupe.

3. Sinalizavam o desinteresse sexual do marido pela protagonista. Um indício seria o afastamento dele, desde que a cintura de Júlia se alargara.

4. “Ah! Era bom estar sentada ali. E como estava silenciosa a tarde e que sossego tão grande havia no mundo! Mas que trabalho fizera para receber essas recompensas? Não fizera o jantar, não lavara as camisas. E quando ele chegasse... Quando chegasse, iria reclamar. Não responderia, não diria uma palavra - e mais tarde, quando morresse, ele teria remorsos, se arrependeria. Quando eu estiver morta, nessa sala...”.

5. Não, pois, com o desabafo de Júlia, é possível notar que ela pede a Deus que a ampare emocionalmente, diante do desinteresse e da insensibilidade do marido com o estado de Júlia.

6. a) Ela conseguiria, caso morresse e ele sentisse remorso por sua ausência e por tê-la maltratado.

b) Logo é substituído pelo desespero de Júlia, ao pensar que o marido logo poderia trocá-la por outra mulher.

7. Não, pois o toque do marido indica que Júlia deveria desocupar a cadeira de balanço que era dele, o que mostra mais uma vez a secura com que a moça era tratada.

8. Ambas as personagens vivem submetidas a um sistema machista: Marjane é obrigada a aceitar o véu, a escola só de meninas, a vigilância do sistema religioso e até a vida em outros países, a fim de encontrar uma forma mais livre de viver, mesmo com a ausência dos pais; Júlia Mariana submete-se ao domínio do marido, autoritário e insensível, num momento tão sensível física e emocionalmente como o da gravidez.

9. A conjunção E possui valor semântico de adição, pois soma a ação de cantarolar à de bater roupa.

10. A conjunção PORQUE substituiria os dois pontos, pois a impressão de que o ferro se encurvava explicaria o fato de a moça ter se segurado à alavanca.

11. a) Há oração coordenada sindética adversativa.

b) O fato de Júlia segurar o estômago não impediu sua ânsia.

12. 1) “Deus” é palavra masculina e não pede artigo A.

2) “Chorar” é verbo e não pede artigo.

13. a) Ocorre o sinal da crase, pois o verbo CHEGAR pede preposição A e o substantivo feminino BOMBA pede artigo A, ocorrendo À.

b) Não, pois sem o sinal da crase, a bomba iria chegar e não alguém chegaria até ela.

 

CORREÇÃO – AVALIAÇÃO TRIMESTRAL – 1° TRIMESTRE

1. O fluxo de consciência revela o mundo interior dos personagens, em forma de pensamentos e sentimentos: “Eu estava tão preparada, aquilo já tanto acontecera, que nem procurei amparo. Depois de tanta espera, eu já queria que sucedesse. Mais ainda depois de descobrir no espelho essa luz que, toda a vida, se sepultara em mim”.

2. a) Pela descrição da narradora, parece ser um homem autoritário, dominador, que anulou a existência da esposa, que nunca a escutava, e que só a notava pela comida que ela fazia.

b) A esposa mostra-se submissa do início ao fim do conto: anula sua beleza, feminilidade e vontades para agradar o marido; dedica-se diariamente a visitá-lo no hospital e a alimentá-lo, na iminência da morte dele e continua com sua imagem feminina invisível, mesmo após o falecimento do cônjuge.

3. A mulher se sentia mais bem aceita pelo marido, apenas quando cozinhava para ele. Essa sutil demonstração de aceitação ocorre, provavelmente, por ela saciar-lhe a fome, necessidade básica dos seres vivos.

4. a) O espelho coberto revela uma mulher que não quer se enxergar como feminina e sedutora, pois tais atributos provavelmente seriam reprimidos ou recusados pelo marido, o que resultaria em frustração.

b) Tal expressão revela que a mulher, antigamente, tinha grande autoestima, e devia valorizar sua feminilidade.

5. E

6. Entende-se por utensílio um objeto com serventia, com utilidade. O marido doente, mas que era antes o provedor do lar e reconhecido socialmente como a parte forte da família, perde agora, então, sua utilidade.

7. Não, pois a mulher se recusa a renascer após a morte do marido. Isso, talvez, pois não o aprendeu e a nova experiência a amedronta.

8. Há uma oração subordinada substantiva objetiva direta, pois ocorre VTD na OP, sem o complemento.

9. a. REPARO O PANO TER TOMBADO.

b. Exclusão da conjunção integrante.

c. Mudança da flexão do verbo para infinitivo.

10. D

11. E

12. a. armário: paroxítona terminada em ditongo.

b. relâmpago: todas as proparoxítonas são acentuadas.

c. oxalá: oxítona terminada em A.

d. só: monossílaba tônica terminada em O.

13. C / E

14. Poderia ser: Vou ao espelho, MAS me cubro. Isso, pois o fato de ela ir até lá mostra um desejo de se ver inteiramente, entretanto não se permite, por durante longos anos ter sido tolhida pelo marido.

15. O discurso da tradição machista impede que grande parte da sociedade respeite a mulher em sua individualidade e contribui para comportamentos sociais grosseiros e até desumanos.

16. De acordo com a tradição machista, é comum os homens agirem como superiores e dispensarem questionamentos. Isso é o que se nota em “O cesto”,  com uma mulher acostumada a obedecer à voz machista e autoritária do marido, sem reclamar nem demonstrar coragem de mudar.

17. Todos são atingidos pelo pensamento machista e poucos conseguem se livrar dele, inclusive muitas mulheres que, aliás, tornaram-se mantenedoras dessa tradição agressiva. Assim, estas, que deveriam se tornar cúmplices entre si, diante de tantas agressões, tornam-se acusadoras do comportamento considerado inaceitável das outras.

18. Provavelmente, porque, mesmo que não compartilhe das ideias machistas e abusivas de muitos homens, faz parte da categoria masculina e se envergonha do comportamento desrespeitoso de muitos dela.

GABARITO – AV. PARCIAL – 2° TRIMESTRE

  1. a) Sensibiliza o leitor a frieza e indiferença das pessoas que presenciaram a morte de Dario, roubando-o ou fazendo da tragédia do personagem uma mera forma de curiosidade e lazer, sem demonstrarem compaixão ou alteridade com o próximo, em situação tão frágil e infeliz.

b) O denunciado são as pessoas que presenciaram a morte do protagonista e agiram de forma fria e egoísta diante do trágico. O conto revela o lado indiferente da sociedade diante da tragédia alheia.

c) “Apenas um homem morto e a multidão se espalha”.

  1. a) Tais situações revelam a vida real e simples das pessoas humildes, sem refinamentos ou idealizações.

b) “Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca”.

3. Havia tantos curiosos aglomerados diante da tragédia de Dario, que só se podia vê-lo com muita dificuldade.

4. A aliança de Dario foi roubada de sua mão esquerda, ao morrer. Tal fato revela a frieza e o egoísmo do ladrão, diante da morte, e isso se agrava, ao se tomar ciência de que o protagonista só conseguia retirar o anel, com dificuldade, pois estava apertado. Mas a ganância do ladrão superou esse obstáculo.

5. A

6. A alternativa B enfatiza o egoísmo humano, observado no conto, quando Dario morre e, praticamente, a única manifestação dos pedestres é de mera curiosidade, sem apresentarem ações efetivas para cuidar dele.

7. O menino negro, certamente, já foi vítima do preconceito e da indiferença da sociedade. Isso deve ter despertado nele sentimentos já vivenciados, o que promoveu sua ação de generosidade.

8. Como as pessoas já esgotaram sua curiosidade diante do trágico de Dario, provavelmente, devem ter voltado seus interesses a outros assuntos mais atraentes.

9. a) A última boca repete que ele morrera, que ele morrera.

b) O senhor gordo, de branco diz:

   - Ele deve sofrer de ataque.

10. a) Corresponde a uma oração subordinada adverbial temporal.

b) Dobrando a esquina, diminui o passo até parar.

11. Isso ocorre no item A, pois nele há uma oração subordinada adjetiva explicativa. Ela generaliza, com o recurso das vírgulas a ideia apresentada: nenhum  jogador criou caso e nem assim será convocado.

12. D

12. a. F  b. V    c. V    d. V    e. F

13. No conto, chama a atenção do leitor a indiferença e a curiosidade das pessoas diante da morte de Dario. E situação parecida e lamentável ocorre na notícia: banhistas jogam bola ao lado do corpo do engenheiro, vítima de morte trágica, insensíveis à dor da viúva.

14. “- A gente é egoísta. Não sente a dor que não é nossa. Isso me deixa muito triste, é o egoísmo do homem”. Tal fala revela o exercício de alteridade: colocar-se no lugar do outro para tentar, nessa situação, sentir sua dor.

15. a) Todos querem testemunhar para que o mundo inteiro fique sabendo depois.

b) O adolescente Henrique de Sousa perdeu a conta das mortes presenciadas, porque mora na favela.

c) Alguns choravam diante do inesperado, embora aquele feriado de sol no RJ devesse ser de alegria.

d) A gente é tão egoísta que não sente a dor que não é nossa.

 e) O chão naquele trecho do calçadão tremia à proporção que a onda subia.

AV. TRIMESTRAL – 2° TRI

1.         A

2.       Previdentes são aqueles que se preocupam com o futuro e com questões práticas; já os sonhadores, como os pais de João, agem com esperança, na certeza de que o filho nascerá.

3.       “Embora” e “ainda” trazem a ideia de concessão e tempo tardio, mostrando que João, o pai, já deveria, aos 30 anos, exercer uma profissão melhor que a de servente.

4.       a) O MENINO NÃO TINHA NASCIDO, embora tudo isso ele tivesse.

b) “Isso” se refere ao nome, aos brinquedos e aos sonhos que os pais de João tinham pelo filho, mesmo antes de ele nascer.

                  5. “Nascer”, nesse caso, remete aos sentimentos que os pais já nutriam por João, mesmo sem ele ter vindo ao mundo. “Nascer era mais uma formalidade”.

6. Os colegas de João, apesar de fazerem parte de sua rotina, não tinham vínculo emocional com ele. Já o filho, mesmo ainda não nascido, despertava sonhos e sentimentos especiais, que só um pai é capaz de sentir.

7. B

8. O trecho pode se referir ao pai, pois estava estático de aflição pelo sofrimento da esposa, mas também poderia fazer menção ao filho, por querer nascer.

9. O casal, que tanto sonhou com o “Nascer” do filho, ao final, teve a infelicidade de ele morrer em seguida ao nascimento.

10. Sim, pois sem a vírgula haveria o sentido de  o menino possuir mais de um pai.

11. E   12. C    13. D    14. A

15. a) NÃO HAVIA SUTILEZAS.

b) NÃO EXISTIAM SUTILEZAS.

16. Respondeu:

     - Tudo vai bem, fique descansado.

17. O diretor manteve personagens antigos, como Han Solo e acrescentou um trio de jovens, formado por Rey, Kylo e Finn.

18. O resenhista garante a credibilidade quanto à excelência de Abrams, ao citar filmes consagrados da carreira dele.

19. Isso, porque a resenha sobre o filme faz parte de uma coluna mais descontraída da Folha – “Ilustrada” – e essa linguagem aproxima o leitor do texto.

20. O verbo está no plural para concordar com o sujeito composto.

  

GABARITO - AVALIAÇÃO PARCIAL - 3° TRIMESTR

1. A) É O ARGUMENTO DE CONSENSO.

B) ELA CRITICA O DISCURSO QUE AFIRMA SER DE ÚNICA RESPONSABILIDADE PELA EDUCAÇÃO DOS FILHOS A APRENDIZAGEM VINDA DOS PAIS.

2.  C) CONTESTAÇÃO

3. A ARTICULISTA DEFENDE A IDEIA DE QUE HOJE HÁ INÚMEROS MEIOS QUE INFLUENCIAM NA FORMAÇÃO DO JOVEM: AMIGOS, REDES SOCIAIS E MÍDIAS, OU SEJA, UM AMBIENTE MUITO DIFERENTE DAQUELE DE ERAS PASSADAS, QUANDO A REFERÊNCIA MAIS FORTE NESSE SENTIDO ERA A DOS PAIS.

4. A) É A DIREÇÃO DO MELHOR CAMINHO A TOMAR.

B) DIANTE DE TANTAS INFLUÊNCIAS, OS PAIS SÃO UMA FORTE REFERÊNCIA, MAS NÃO A ÚNICA E FICA A CARGO DOS FILHOS ESCOLHER SEU RUMO.

5. “SOBRENOME” ADQUIRE O SENTIDO DE O FILHO HONRAR OS PRINCÍPIOS ÉTICOS QUE APRENDEU COM A FAMÍLIA.

6. UMA HIPÓTESE POSSÍVEL É PENSAR EM COMO OS PAIS NÃO POSSUEM MAIS TOTAL CONTROLE SOBRE OS FILHOS. É A GAROTA, AO FINAL, QUE DECIDIRÁ O QUE FAZER.

7. A EDUCAÇÃO QUE SE RECEBE EM CASA, HOJE EM DIA, É IMPORTANTE, MAS NÃO GARANTE QUE OS FILHOS ACERTEM SEMPRE, QUANDO ESTIVEREM SOZINHOS.

9. NO ARTIGO, FALA-SE DE PAIS COMPROMETIDOS COM A FORMAÇÃO DOS FILHOS. JÁ NA CHARGE, HÁ UMA MÃE IRRESPONSÁVEL DIANTE DE ATITUDE PERIGOSA DO FILHO.

10. “Os pais não deram celular a ela”.

A) É VTDI.    
B) OS PAIS NÃO O DERAM A ELA.

C) OS PAIS NÃO LHE DERAM O CELULAR.

11. EM A, O VERBO PRECISAR É VTI E NECESSITA DE PREPOSIÇÃO DE: A EDUCAÇÃO DE QUE OS FILHOS PRECISAM...

EM B, O VERBO INFORMAR É VTDI, MAS POSSUI APENAS DOIS ois: INFORMO-O DE QUE PAGUEI O COLÉGIO / INFORMO-LHE QUE PAGUEI O COLÉGIO.

12. EM A, O ESTAGIÁRIO PRESENCIOU AS CIRURGIAS E EM B, AJUDOU, ENQUANTO OCORRIAM; DEU ASSISTÊNCIA A ELAS.

13. OS VERBOS ENTRAR E SAIR POSSUEM REGÊNCIAS DIFERENTES, QUE DEVEM APARECER DISTINTAS NA FRASE: ENTROU NO CONGRESSO E SAIU DELE.

14. A) II, III, IV

15. C) Aviso-lhe de que viajarei.

D) Costumo obedecer a preceitos éticos.

E) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.

16. D) Pôs nos vasos bastantes flores.

17. D) Prefiro correr a nadar.